Fundamentos do DI

Antes de ser um sistema de leitura, o DI nasceu de uma investigação.

Uma forma de compreender a identidade humana antes de tentar transformá-la.

O Desenho de Identidade não nasceu primeiro como um produto.

Nasceu como uma investigação.

Uma investigação sobre aquilo que existe por trás da forma como uma pessoa pensa, escolhe, reage, cria, se relaciona e constrói a própria vida.

O DI parte de uma pergunta essencial:

Quem é a pessoa por trás do comportamento que estamos observando?

Porque aquilo que uma pessoa manifesta hoje pode carregar natureza, aprendizado, adaptação, proteção, desenvolvimento e escolha.

Compreender identidade exige olhar além da superfície.

Antes de propor um caminho, é preciso compreender quem irá percorrê-lo.

Angela Rodrigues, criadora do Desenho de Identidade

ANGELA RODRIGUES · CRIADORA DO SISTEMA

A criadora do sistema

Antes de existir o DI, já existia uma forma de olhar.

Angela Rodrigues é a criadora do Desenho de Identidade.

Sua trajetória nunca aconteceu dentro de uma única profissão.

Ao longo da vida, passou por diferentes áreas, formações, projetos, serviços e negócios. Em todos esses lugares, porém, havia algo que permanecia.

Angela investigava.

Diante de um problema, sua tendência natural nunca foi apenas procurar uma solução. Ela queria compreender o que existia por trás dele. Por que aquilo estava acontecendo. Que padrão estava se repetindo. O que aquela pessoa ainda não estava percebendo.

E, principalmente, quem é a pessoa por trás daquele comportamento, daquela escolha ou daquele resultado.

Durante muitos anos, essa capacidade apareceu em diferentes trabalhos sem que ela reconhecesse que havia uma mesma natureza conectando tudo. Até perceber que sua trajetória não era formada por profissões desconectadas. Existia uma investigação contínua sobre identidade humana e manifestação.

O DI não começou quando recebeu um nome. Começou quando uma forma de enxergar o ser humano começou a se repetir.

Comportamento é identidade?

O que uma pessoa faz nem sempre revela de onde aquilo está vindo.

O estudo do comportamento humano trouxe uma pergunta que mudou o eixo da investigação do DI:

Se o comportamento pode ser aprendido, condicionado e modificado, comportamento é identidade?

Duas pessoas podem apresentar exatamente o mesmo comportamento por razões completamente diferentes.

Uma pessoa pode cuidar porque cuidar é uma expressão natural de sua identidade.

Outra pode cuidar porque aprendeu que precisava ser útil para receber amor, aprovação ou pertencimento.

Externamente, o comportamento pode parecer igual.

Internamente, sua origem pode ser completamente diferente.

Comportamento é uma pista da identidade, não necessariamente a identidade.

Por isso, dentro do DI, observar aquilo que uma pessoa faz é apenas o início.

A investigação precisa alcançar a origem.

Uma leitura que não reduz o ser humano

Uma identidade não pode ser compreendida por uma única lente.

  • Corpo.
  • Experiência.
  • Comportamento.
  • Ambiente.
  • Desenvolvimento.
  • Identidade.

O ser humano não vive apenas em pensamentos.

Existe um corpo. 
Existe um sistema nervoso. 
Existem necessidades fisiológicas. 
Existem experiências ambientais. 
Existem respostas de sobrevivência. 
Existem histórias, relações, padrões e formas particulares de perceber o mundo.

Ao mesmo tempo, dentro da visão que sustenta o DI, o ser humano também não se resume ao corpo, aos comportamentos que apresenta ou às experiências que viveu.

O sistema nasce da integração entre observação humana, comportamento, desenvolvimento, corporeidade, experiência e a visão espiritual de sua criadora.

Não como tentativa de reduzir o ser humano a uma única explicação.

Mas justamente porque somos complexos.

Aquilo que manifestamos hoje pode conter elementos de diferentes origens.

As três identidades

Uma coisa é natureza. 
Outra é adaptação. 
Outra é construção.

Foi a investigação sobre a origem dos comportamentos, escolhas e formas de manifestação que levou o DI a distinguir três dimensões da identidade.

Identidade Original

É aquilo que existe como natureza.

Reúne potências, inclinações, recursos naturais e formas espontâneas de perceber, criar, comunicar, relacionar, organizar, cuidar ou manifestar.

Identidade Programada

É formada pelas maneiras de existir aprendidas ao longo da vida.

Aquilo que gera aprovação. 
Aquilo que evita rejeição. 
Aquilo que garante pertencimento. 
Aquilo que o ambiente, a família, a cultura ou o mercado ensinam como necessário.

Identidade Criada

É aquilo que uma pessoa constrói para ocupar determinados espaços e manifestar algo no mundo.

Papéis. 
Escolhas. 
Formas de apresentação. 
Posicionamentos. 
Projetos. 
Construções.

A questão não é eliminar aquilo que foi aprendido ou criado. A questão é reconhecer de onde cada movimento está partindo.

Uma criação pode nascer de uma escolha coerente. Ou pode nascer da necessidade de caber.

O desenvolvimento da identidade

Descobrir quem somos não é suficiente.

Uma pessoa pode conhecer seus talentos, reconhecer seus padrões, compreender sua história e identificar sua identidade original e continuar vivendo exatamente da mesma maneira.

Por isso o DI não termina no autoconhecimento. Ele entra em uma segunda etapa: desenvolvimento. Uma pessoa precisa aprender a sustentar aquilo que reconheceu sobre si: maturidade, discernimento, capacidade de escolha, limites, expressão, relação, comunicação e autonomia.

Identidade não é destino. 
Identidade é potencial em desenvolvimento.

Da identidade para a manifestação

Aquilo que existe internamente precisa encontrar forma no mundo.

Identidade sem manifestação permanece apenas como potencial.

Manifestação é quando aquilo que existe internamente começa a ganhar forma externamente.

É nesse ponto que identidade encontra vida prática.

  • Na maneira de escolher.
  • Na profissão.
  • Nos relacionamentos.
  • Na comunicação.
  • Na forma de trabalhar.
  • Na maneira de ganhar dinheiro.
  • No estilo de vida.
  • Na marca.
  • No posicionamento.
  • Naquilo que se constrói.

Antes da marca existe uma identidade.

Antes do posicionamento existe alguém se posicionando.

Antes da comunicação existe alguém tentando expressar alguma coisa.

Antes da estratégia existe uma pessoa que precisará sustentá-la.

Posicionamento é manifestação de identidade.

A ordem do DI

Reconhecer. Desenvolver. Manifestar.

Da investigação que deu origem ao sistema surgiu uma ordem simples.

Primeiro

Reconhecer

Reconhecer quem você é, sua natureza, seus recursos e aquilo que interfere nessa percepção.

Depois

Desenvolver

Desenvolver essa identidade para que aquilo que foi reconhecido possa ganhar maturidade, direção e sustentação.

Então

Manifestar

Transformar identidade em escolhas, relações, trabalho, posicionamento, projetos e vida construída.

Quando essa ordem é invertida, a pessoa começa pela manifestação.

Escolhe uma profissão antes de compreender quem é.

Constrói uma marca antes de saber o que quer expressar.

Busca posicionamento antes de compreender de onde deseja se posicionar.

Segue estratégias antes de descobrir se elas combinam com sua natureza.

A pergunta deixa de ser:

“O que eu deveria fazer?”

e passa a ser:

“A partir de quem eu sou, o que faz sentido construir?”

O objeto de investigação

O DI não investiga apenas o problema. Investiga a pessoa que está vivendo o problema.

Não pergunta apenas: “Por que isso aconteceu?”

“Quem está vivendo isso?”

Não observa somente: “O que essa pessoa está fazendo?”

“De onde esse comportamento está partindo?”

Não procura apenas: “O que precisa mudar?”

“O que precisa ser reconhecido, desenvolvido ou ressignificado para que essa pessoa consiga escolher de outro lugar?”

Esse é o objeto central do DI

A identidade humana e sua manifestação.

O que o DI não pretende fazer

Uma leitura não existe para colocar alguém dentro de uma caixa.

O DI não pretende colocar pessoas dentro de caixas.

Não pretende definir alguém por um resultado.

Não pretende substituir acompanhamento médico, psicológico ou outras áreas profissionais especializadas.

Também não parte da ideia de que um desenho pode determinar sozinho quem uma pessoa é.

A leitura é uma ferramenta de compreensão. O desenvolvimento acontece na experiência.

Por isso, o DI não entrega apenas uma definição. Ele abre uma investigação.

A identidade precisa ser reconhecida, observada, experimentada e desenvolvida.

A visão central

No centro de tudo existe uma distinção.

Uma coisa é quem você é.
Outra é aquilo que você aprendeu a ser.
E outra é aquilo que está manifestando hoje.

O caminho começa quando essas três coisas deixam de ser confundidas.

Porque saber quem você é não serve apenas para responder uma pergunta sobre identidade. Serve para recuperar a capacidade de escolher.

  • Escolher o que permanece.
  • Escolher o que precisa ser desenvolvido.
  • Escolher o que não pertence mais.
  • Escolher como se relacionar.
  • Escolher como trabalhar.
  • Escolher como se posicionar.
  • Escolher o que construir.

A liberdade de ser quem você é, sem precisar se adaptar para caber.

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